Montando a mesa: o que olhar em monitor, teclado e refrigeração

Montando a mesa: o que olhar em monitor, teclado e refrigeração

Três compras que mudam o dia de quem passa horas no computador e os critérios que separam a escolha certa da propaganda.

Quem monta uma mesa de trabalho ou de jogo costuma gastar no que aparece na foto e economizar no que se sente todo dia. Este guia é a ordem em que eu olharia: primeiro o monitor, que é onde seus olhos ficam; depois o teclado, que é onde suas mãos ficam; e por último a refrigeração, que é o que decide se a máquina vai ser silenciosa ou não.

1. Monitor: taxa de atualização e tipo de painel vêm antes do tamanho

A taxa de atualização (medida em Hz) é quantas imagens por segundo a tela consegue mostrar. Acima de 120 Hz a diferença aparece em qualquer movimento rápido, inclusive arrastando uma janela. O tipo de painel decide a cor: IPS mantém a cor quando você olha de lado, o que importa se alguém assiste junto ou se você trabalha com imagem. E tamanho e resolução andam juntos Full HD rende bem até 24 polegadas; de 27 para cima, a mesma resolução começa a mostrar serrilhado.

  • Jogo rápido: priorize 120 Hz ou mais, e confira se tem DisplayPort.
  • Trabalho com imagem ou TV na sala: painel IPS.
  • Mais área de trabalho: suba a resolução antes de subir o tamanho.

2. Teclado: o layout muda mais que a cor da luz

Teclado completo, 70% ou 60% não é questão de estética: é quanto espaço sobra para o mouse. Quem joga com o mouse em baixa sensibilidade precisa de espaço para arrastar o braço, e o bloco numérico é justamente o que rouba essa largura. Em compensação, quem vive em planilha digita número o dia todo e vai sentir a falta. Na conexão, receptor próprio de 2,4 GHz costuma ter menos atraso que Bluetooth.

3. Refrigeração: silêncio é consequência de rotação baixa

O cooler que vem na caixa do processador dá conta do básico, mas trabalha em rotação alta e rotação alta é barulho. Um cooler maior move o mesmo ar girando menos, e é daí que vem o silêncio. Antes de comprar, meça a altura livre do seu gabinete: é o erro mais comum nessa troca.